Roda DOOM Parte 8

Por: Parker Wilhelm

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”Tá, mas roda DOOM?” é a piadinha mais usada pelos técnicos para falar sobre qualquer hardware que tenha uma tela, e isso não é por nada.

*O software do DOOM original foi tão onipresente durante o seu pico de popularidade na era dos sharewares que os fãs incumbiram a si mesmos a missão de fazê-lo rodar no maior número possível de dispositivos, não importando quão estapafúrdio fosse o resultado final. *

Por conta disso, o jogo foi portado, emulado ou imitado em incontáveis dispositivos, graças a habilidosos programadores com certa experiência e um pouco de esforço. Elas podem até não ser as máquinas mais otimizadas para jogos de tiro, mas esses divertidos feitos de engenharia merecem reconhecimento porque, bem, rodam DOOM.

Um teste de gravidez

Parece que vem aí... muito demônio para executar! Com um port igualmente bizarro e impressionante, um talentoso programador conseguiu fazer DOOM rodar em, sim, um teste de gravidez.

DE IRD Pregnancy Test in-body

Foone Turing, um programador que se especializa em engenharia reversa de hardwares antigos ou pouco conhecidos, recentemente fez sucesso no Twitter com uma sequência amplamente compartilhada em que desmonta um teste de gravidez digital.

Turing descobriu que aquele teste de marca de farmácia continha um chip microcontrolador de 8 bits, o que parece relativamente avançado para um dispositivo em que a pessoa vai urinar e depois jogar fora, já que Turing ainda completa dizendo que o chip é “provavelmente mais rápido em processamento numérico e entrada/saída de dados básica do que a CPU usada no PC original da IBM”.

Obviamente, quando se descobre que um dispositivo tem tela e capacidade computacional, a questão de rodar DOOM entra em cena. Turing, porém, teve alguns desafios a superar. Em primeiro lugar, o chip do teste não era reprogramável. Em segundo lugar, sua tela LCD é feita para basicamente exibir apenas “GRÁVIDA” ou “NÃO GRÁVIDA”, o que é compreensível, já que ver um Cacodemônio no resultado de um teste seria preocupante. Em terceiro lugar, o dispositivo não reconhecia comandos além da leitura das linhas no resultado do teste e, bom, os controles de DOOM são um pouco mais complexos do que isso.

Turing se provou à altura do desafio, contudo, e após algumas modificações para trocar a CPU e a tela e configurar um miniteclado Bluetooth, a hora de testar uma coisa completamente diferente chegou: rodando a fase E1M1.

O que Turing fará a seguir? O mago da tecnologia pretende, mais adiante, registrar o processo de transformação do teste de gravidez em uma máquina de DOOM como parte da sua exploração de dispositivos singulares (e de jogos em FMV obscuros, aparentemente), então fiquem de olho no Twitter ou no Patreon dele se algum dia quiserem aprender a fazer o seu próprio teste de presença demoníaca; dá para comprar sem receita e aplicar em casa!

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